sexta-feira, 25 de junho de 2010

Eu julgo, tu julgas e isso não tem fim.

Quinta-feira, tive prova de português, e nela havia um texto sobre um cara que era super sério, importante e centrado, até o dia que ele começou a usar um nariz de borracha, as pessoas começaram a achar que ele estava louco, que tinha pirado mesmo e todas as pessoas se afastaram dele. O Autor do texto era o Luiz Fernando Veríssimo, e ele escreveu de uma maneira tão simples, um grande problema que todos passaram, passam e passarão. No texto o personagem com o nariz de borracha declara que continua sendo a mesma pessoa, e fica indignado que as pessoas a sua volta se afastem dele por ele ter um nariz de borracha - como se o nariz tivesse mudado quem ele realmente é - o que nunca será o caso , pelo amor.
Bom, não digo que eu não julgo, julgo sim, porque somos todos seres humanos e estamos acostumados com isso, mas a cada vez mais eu tento não julgar tanto as pessoas, porque isso é injusto. Quantas vezes não julgamos o "livro" pela capa? Quantas vezes uma pessoa que você olhou e pensou alguma coisa maldosa, e quando a conheceu mais, conversou com ela, percebeu que não era nada do que havia pensado? Com certeza a resposta para essas perguntas é sim, e milhares de vezes sim. Fazemos isso o tempo todo, as vezes, até sem perceber que estamos fazendo julgamentos.
Acho que ninguém tem o direito de julgar ninguém, ninguém tem o direito de apontar o dedo e dizer alguma coisa que sobre a pessoa sem conhece-la. Acho que até as coisas mais erradas, mesmo sendo erradas, não deveriam ser julgadas por nós, porque se pararmos para pensar, veremos que cada um julga de uma forma, vê os fatos de uma forma, e isso acaba por fim, tendo vários julgamentos, e assim, como saber qual é o correto? Ó, para isso precisaríamos de mais julgamentos, e isso como a mentira, acaba virando uma bola cada vez maior. Enquanto mais julgamos, mais ficamos "viciados" nisso. E pode ter certeza, que se você julga alguém, será julgado nas mesmas proporções, é assim, sempre.
Há uma frase do livro Pequeno Príncipe que acho algo muito, mas muito verdadeiro ela diz: " É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues fazer um bom julgamento de ti, és um verdadeiro sábio". A frase, não se passa da verdade. Eu, já tentei me julgar inúmeras vezes, e o que eu consegui - até acho um pouco de graça nisso - foi apenas ficar confusa. É muito dificil se julgar, acho que é por isso que as pessoas preferem julgar os outros do que a si mesmos. Hoje eu sei, e digo sinceramente, que julgo muito menos que antes, procuro ver todos os lados das coisas, os lados ruins e os bons, mesmo que as vezes seja difícil achar os dois, mas o que agente quer muito enxergar, agente consegue fazê-lo.
Eu amo ler, há pessoas que não gostam disso, e outras que acham indiferente ler. Mas eu sei, que eu aprendi a julgar menos lendo dois livros: A Cabana e Pequeno Príncipe. Os dois, mostram de uma diferente maneira que julgar os outros, não leva a nada.
A nossa força de vontade é realmente poderosa, e julgar menos, só depende de nós, e só depende que nós queiramos isso. Eu quero, e você?
O mais engraçado é que até falando que não se deve julgar tanto as pessoas estamos julgando, é acho que isso é uma coisa que não tem jeito. E não tem fim

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